Público - 20 Dez 02

Os Vários Passos do Estudo
Por B.S.

Para compreender os resultados obtidos por Valadares Tavares é imprescindível explicar com algum detalhe a metodologia utilizada ao longo do trabalho. Em primeiro lugar, foram escolhidos os dois indicadores-chave que permitiriam ter uma ideia do país e do grau de desenvolvimento de cada concelho. Um deles é o poder de compra por habitante (dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, relativos a 1999). O outro é o nível de ensino, entendido como a percentagem de população com pelo menos 25 anos de idade que tem formação igual ou superior ao ensino secundário (de acordo com os números já do Censos 2001).

Logo nesta primeira fase foram visíveis as assimetrias que percorrem o país e, paralelamente, a existência de dois eixos de desenvolvimento distintos - um mais no sentido do poder de compra e outro no da qualificação. Lisboa é o concelho que tem mais poder de compra, encabeçando um eixo em que aparece, logo a seguir, o Porto e - já bastante mais abaixo - São João da Madeira. Mas não é a capital que lidera o nível de ensino. Esse posto é ocupado pelo concelho de Oeiras, primeiro de um segmento onde também Cascais e Sintra surgem em lugar de destaque.

A partir daqui, foi construído um só indicador, síntese destas duas variáveis, que permitiu agrupar os concelhos em oito classes. Os mais desfavorecidos pertencem ao grupo A, os que estão logo a seguir ficam no B e assim sucessivamente, por ordem alfabética. Porto e Lisboa, por serem realidades demasiado distintas, constituem, cada um, um caso isolado. O Porto compõe individualmente o grupo G, Lisboa o H.

Depois, em cada concelho foi visto onde é que tinha havido escolas com pelo menos 25 alunos do 12º a fazer, este ano, a prova 435 de Matemática. Calculou-se a média concelhia. E depois viu-se como se comportavam os
concelhos, dentro de cada grupo e em termos nacionais. Quais são os 20 por cento melhores? E os piores? Como se distribuem nas oito classes - de A a H - consideradas?
 

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