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Diário de Coimbra
Que futuro?
Quanto mais penso no futuro de Portugal (e da Europa) mais sinto que a
orientação político social está mais preocupada com o Estado do que com a Nação,
com os Impostos, com as Leis limitadoras da Liberdade e da Actividade imediatas,
do que com o Futuro de Portugal - e da Europa. Sinto que os mais responsáveis,
os que detêm os Três Poderes (Legislativo, Judicial e Executivo) estão mais
interessados em reforçar esses poderes do que em ajudar a desenvolver as
Comunidades em que naturalmente estamos divididos, pelas próprias regras da
Natureza onde tudo é diferente (1), onde tudo o que nasce morre.
É mau sinal quando a População Portuguesa (e a Europeia) está em declínio.
Em Portugal éramos 10 milhões, vamos em 9, apesar do grande número de
Cabo-verdianos e agora Ukranianos que se vêm fixar em Portugal Continental.
Já temos mais pessoas seniores - idosos é um insulto que nos fazem (2) - do que
crianças quando há anos era de 1 sénior para 4 crianças, e está previsto que
dentro de duas dezenas de anos seja de 4 seniores para 1 criança.
Cada Família deveria ter em média 2,2 filhos para que o equilíbrio dos
nascimentos compensasse o dos falecimentos. Não é castigando o aborto nem
consagrando o homossexualismo (uma aberração no desenvolvimento do Homem) que
resolvemos este aspecto fundamental da sociedade Portuguesa ( e Europeia); que
fazer?
No meu entender, nos meus quase 77 anos (3), creio que não contribuí para a
redução nem da População. Vejo no entanto que meus filhos vão ter muito menos
filhos do que eu e os seus sogros tivemos.
Portugal (e a Europa) tem de pensar nesta situação que atravessamos e reputo
muito grave. Naturalmente que os imigrantes que se integrem nas nossas
comunidades são bem vindos (mas nada de formarem colónias, sejam elas de
Cabo-verdianos, Ukranianos ou Ingleses) quando nos vêm ajudar a resolver
situações pontuais de falta de trabalhadores, quando temos tantos Portugueses
desempregados que não se rebaixam a servir onde são necessários mas só pretendem
trabalhos que não os humilhem (na sua imaginação, claro).
Com esta situação social que atravessamos, com tantos desempregados nas cidades,
com o abandono da economia rural, muitos exigem apoio desde estudantes a
reformados.
Creio que todos nós Portugueses devemos pensar seriamente no Futuro de Portugal,
Portugal que não pode estar dependente dos vergonhosos subsídios da União
Europeia (5).
Se não quisermos vir a desaparecer ou a ser substituídos por povos Africanos e
Asiático, temos de apoiar o nascimento de mais crianças, apoiar as suas Mães,
apoiar as crianças no seu crescimento, na sua inserção nas respectivas
comunidades.
Como apoiar: Com um subsídio de nascimento, com uma mensalidade participativa
para a alimentar, vestir e educar.
Quanto? O necessário e suficiente para que deixe de haver nascimento por motivos
económicos.
É quanto a mim mais importante do que o Ensino Universitário totalmente
suportado pelo Estado.
Os alunos universitários bem podem ter empréstimos especiais para apoiar os seus
estudo, sem juros, para pagamento de propinas e apoio à alimentação, empréstimos
a pagar com um décimo das primeiras remunerações que viesses a ter.
O apoio às Mães deve ser prioritário, creio que nós Zés-Pagantes veríamos com
bons olhos esta aplicação, este investimento no futuro de Portugal. As Mães
podiam inclusivamente usufruir os votos dos filhos pois Cidadãos devem ser
considerados, embora tutelados.
Que pensam os Senhores Deputados?
Que pensa o Leitor?
Bem haja.
Adriano Lucas
Neste Universo da Universidade tudo o que é Natural, é diferente, o Homem por
maior que seja o auditório, a árvore por maior que seja a floresta, os seus
ramos e as suas folhas, os planetas, os cometas, as estrelas, as constelações; e
tudo o que nasce morre.
Idosos: os que têm idade de mais, que já cá não andam a fazer nada. Se velhos
são os trapos, idosos são os farrapos.
Com os meus seis filhos e treze netos, dos quais cinco são crianças, dois
adolescentes e seis jovens com menos de 25 anos, netos que têm comigo, onze
avós, ou seja ainda há 13 jovens contra onze seniores.
Quando fiz parte - nos anos 60, já lá vão mais de 40 anos - da Caixa de Reformas
dos Jornalistas, pela Associação da Imprensa Diária, levantou-se a questão do
subsídio às viúvas dos jornalistas, venceu a minha proposta, cada uma receberia
a mesma importância, salvo erro 500 escudos por mês, independentemente da sua
situação financeira, não só porque a sua avaliação, fiscalização seria demorada
e envolvia custos, eventualmente superiores à poupança, mas, fundamentalmente,
porque acabaria por ser injusta pois há muita pobreza envergonhada e muita
riqueza camuflada. As viúvas que não quisessem o subsídio não eram obrigadas a
recebê-lo.
Portugal é um País pobre - "ricos" nas actividades mafiosas -, não temos nem
petróleo - a economia do petróleo é, naturalmente passageira -, nem diamantes,
nem madeiras de alta densidade, como o ébano. Mas fazemos parte
de uma comunidade rica, a Comunidade Lusófona, desde o Brasil, com o seu
Petróleo, madeiras de alta qualidade, Angola a Moçambique, com a sua enorme
energia de Cabora Baça e os seus grandes recursos naturais a explorar. Creio que
o Mal do Brasil e de Angola é serem naturalmente muito ricos e terem caído por
isso nas mãos de interesses internacionais monopolistas. Portugal pode pensar em
desenvolver estas relações, servindo de entreposto Europeu aos outros países
lusófonos, recebendo petróleo, diamantes e madeiras, etc., e desenvolvendo as
respectivas indústrias da refinação, lapidação, marcenaria e construção com base
na madeira, como os canadianos.
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